Na identificação patrimonial, é comum surgir uma dúvida: usar código de barras ou QR Code na etiqueta patrimonial?
As duas opções podem ser usadas para controlar bens, facilitar inventários e reduzir erros de digitação. A escolha depende do sistema utilizado, do tipo de leitura, do tamanho da etiqueta e da quantidade de informação que será associada ao bem.
Em muitos casos, a etiqueta patrimonial pode conter apenas uma numeração sequencial. Porém, quando a empresa deseja agilizar o inventário, o código de barras ou o QR Code se tornam recursos muito úteis.
Etiquetas patrimoniais Sistema Lacre e com QR
O código impresso na etiqueta serve para identificar rapidamente um bem dentro de um cadastro, planilha ou sistema de gestão patrimonial.
Ele pode representar:
número patrimonial;
código interno do bem;
setor ou unidade;
cadastro em sistema;
link para uma página interna;
histórico de manutenção;
dados de controle.
A etiqueta patrimonial faz a ligação entre o bem físico e o registro digital. Por isso, o código precisa ser legível, bem impresso e aplicado em material adequado.
Etiqueta Patrimonial com Código de Barras
O código de barras é uma opção simples, tradicional e muito usada em inventários patrimoniais.
Ele é indicado quando a empresa utiliza leitor de código de barras, coletor de dados, sistema interno ou planilha com leitura automatizada.
Vantagens do código de barras
leitura rápida;
boa compatibilidade com sistemas;
ideal para numeração patrimonial;
ocupa menos altura que muitos QR Codes;
funciona bem em etiquetas estreitas;
é fácil de vincular a uma planilha ou cadastro.
Para etiquetas patrimoniais, costuma ser melhor usar códigos internos, como uma numeração sequencial. Códigos do tipo EAN/GTIN são mais associados a produtos comerciais e varejo, não necessariamente ao controle patrimonial interno.
Etiqueta Código de Barras em Poliéster Prata e QR
O QR Code é uma alternativa interessante quando a empresa deseja que a leitura seja feita por celular ou quando precisa associar o bem a mais informações.
Ele pode conter um código, um texto curto ou um link para uma página, sistema, planilha online ou cadastro interno.
Vantagens do QR Code
pode ser lido por muitos celulares;
permite acesso rápido a links ou cadastros;
pode armazenar mais informação que um código de barras simples;
é útil para consulta de dados do bem;
pode facilitar manutenção, inspeção e controle interno.
O QR Code é uma boa opção quando a empresa quer consultar informações do patrimônio sem depender apenas de leitores tradicionais.
Cartela com Etiquetas de Patrimônio
A escolha depende da aplicação.
Situação Melhor opção
Inventário com leitor de código de barras Código de barras
Controle simples por numeração Número ou código de barras
Leitura por celular QR Code
Etiquetas pequenas e estreitas Código de barras ou número
Acesso a link ou cadastro online QR Code
Sistema interno já configurado para leitura linear Código de barras
Consulta rápida de informações do bem QR Code
Em muitos casos, também é possível usar os dois na mesma etiqueta: número patrimonial, código de barras e QR Code. Porém, isso depende do tamanho da etiqueta e da quantidade de informação.
Em etiquetas pequenas, excesso de informação pode prejudicar a leitura.
Etiqueta de Patrimônio com sistema de Lacre
Para que o código funcione corretamente, alguns cuidados são importantes:
manter bom contraste entre impressão e fundo;
evitar código muito pequeno;
usar material adequado para a superfície;
escolher ribbon compatível com o material;
evitar distorção na arte;
testar a leitura antes da produção final;
limpar a superfície antes da aplicação;
evitar áreas curvas, rugosas ou muito pequenas.
Em etiquetas BOPP, poliéster ou materiais sintéticos, a impressão por termotransferência com ribbon adequado costuma oferecer melhor resultado que impressões simples em papel.
Etiueta Patrimonial com QR (foto cortesia Labelgrafi)
O tamanho da etiqueta influencia diretamente na escolha entre código de barras e QR Code.
Etiquetas maiores permitem incluir mais informações, como:
logotipo;
texto “Patrimônio”;
numeração;
código de barras;
QR Code;
nome da empresa;
setor ou unidade.
Já etiquetas menores exigem layout mais simples. Nesses casos, pode ser melhor usar apenas número patrimonial e código de barras, deixando o QR Code para modelos maiores.
O ideal é escolher o tamanho da etiqueta considerando o espaço disponível no bem e a necessidade real de leitura.
Modelo Tradicional de Etiqueta de Patrimônio
Se o link for removido, alterado ou sair do ar, o QR Code perde utilidade.
Por isso, antes de usar QR Code com link, a empresa deve definir se ele apontará para:
sistema interno;
planilha online;
página de cadastro;
formulário de manutenção;
página pública de consulta;
ambiente restrito da empresa.
Para patrimônio, o ideal é evitar dados sensíveis diretamente no QR Code. Em muitos casos, é melhor usar apenas um código de identificação e deixar os dados completos dentro do sistema ou planilha.
Etiqueta Controle de Ativos com sistema de Lacre Destrutível com Picotes
As etiquetas patrimoniais podem ser produzidas prontas, já com numeração sequencial, código de barras, QR Code, logotipo e demais informações da empresa.
Também podem ser impressas internamente, caso a empresa possua impressora de termotransferência, ribbon adequado e etiquetas em branco compatíveis com a aplicação.
Para pequenas e médias tiragens, etiquetas BOPP em branco podem ser uma alternativa prática para empresas que desejam imprimir internamente. Para aplicações com melhor acabamento, maior durabilidade ou materiais especiais, pode ser mais indicado comprar etiquetas já prontas e personalizadas.